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Seguro vai ser (mesmo) obrigatório para habitações e empresas

O financiamento do Fundo de Catástrofes seguiu proposta da ASF. O seguro vai ser obrigatório e os mais desfavorecidos terão apoio financeiro ao prémio. Instalações de empresas também foram incluídas

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A constituição de “um fundo de catástrofes naturais e sísmicas, com reforma do regime de cobertura de riscos e criação de seguro obrigatório para habitações, apoiado por mecanismo de solidariedade para garantir acesso universal” é uma das primeiras mediadas previstas no PTRR – Plano de Transformação, Recuperação e Resiliência, apresentado esta terça-feira pelo Governo.

 

“A opção é estruturante e estratégica, seguro obrigatório para as habitações e estruturas físicas das empresas, com salvaguarda da solidariedade social para “garantir acesso universal”, disse o primeiro-ministro, Luís Montenegro, na apresentação do PTRR esta terça-feira.

Embora no documento original do PTRR apenas esteja mencionada a obrigatoriedade do seguro para habitação, na apresentação Montenegro também mencionou instalações de empresas.

 

“Não podemos transmitir à sociedade a capacidade do Estado de pagar tudo a todos, isso não é sustentável”, acrescentou o primeiro ministro, defendendo a conciliação de responsabilidades públicas com a complementaridade com as organizações de solidariedade e privadas como as companhias de seguros. “Não podemos secundarizar o papel do setor segurador”, acrescentou.

 

José Galamba de Oliveira, presidente da Associação Portuguesa de Seguradores, afirmou a ECOseguros que “em representação das empresas seguradoras que operam em Portugal saúda uma das medidas emblemáticas do PTRR hoje anunciado, a criação do fundo de catástrofes naturais e sísmicas, com reforma do regime de cobertura de riscos e criação de seguro obrigatório para habitações, apoiado por mecanismo de solidariedade para garantir acesso universal e desde já declara a sua total disponibilidade para, junto das autoridades, desempenhar um papel ativo e construtivo na sua definição e implementação”.

 

“Boas notícias”, comentou Nuno Martins, presidente da APROSE, associação que reúne os corretores e agentes de seguros em Portugal.

 

A propósito da criação do Fundo de Catástrofes, José Galamba de Oliveira, presidente da APS, diz que a associação “declara a sua total disponibilidade para, junto das autoridades, desempenhar um papel ativo e construtivo na sua definição e implementação”.

 

Atualmente os seguros de património são obrigatórios apenas para condomínios, ou seja, prédios em regime de propriedade horizontal, sendo exigida cobertura de incêndio da estrutura comum e frações para o edifício, normalmente contratado pelo condomínio com base legal no Regime da Propriedade Horizontal.

 

Nas frações autónomas em condomínio, cada proprietário deve ter seguro que cubra a sua fração, mas não é obrigatório.

 

Não sendo obrigação legal, é exigido pelos bancos em caso de crédito à habitação um seguro de incêndio e frequentemente seguro multirriscos habitação. Neste estão normalmente incluídos os riscos incêndio, tempestades, inundações, danos por água para além de – em alguns casos – responsabilidade civil e roubo.

 

O Governo vai assim tornar o seguro obrigatório, seguindo o modelo apresentado pela ASF, entidade supervisora do setor dos seguros e fundos de pensões, como fonte regular de financiamento do futuro Fundo de catástrofes naturais e sísmicas.

 

ECOseguros 28/04/2026

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