Sismos: proteger o património familiar
Opinião: Queremos garantir que, quando o próximo abalo acontecer, os portugueses estejam protegidos. É este o compromisso da APROSE. David Pereira, Presidente da APROSE
Portugal foi abalado por um sismo que, apesar de não ter causado danos materiais, despertou uma preocupação que remonta ao devastador terramoto de 1755. Este episódio é mais um alerta da natureza para a fragilidade do nosso território face aos riscos sísmicos e para a vulnerabilidade das infraestruturas.
Portugal tem uma exposição considerável a este risco natural. No entanto, grande parte da população não tem consciência da sua gravidade e, o que é mais preocupante, muitos imóveis e infraestruturas não estão protegidos. A realidade é simples: um sismo de maior intensidade pode, de um momento para o outro, destruir o património das famílias e comprometer as poupanças de uma vida.
Como presidente da Associação Portuguesa de Agentes e Corretores de Seguros, acompanho esta situação e assisto à crescente preocupação no setor segurador. A nossa missão é proteger as pessoas e os seus bens, e não podemos ficar indiferentes a este risco iminente. É por isso que a APROSE tem vindo a sensibilizar o Governo e o Regulador para a necessidade urgente de criar um fundo nacional que cubra os riscos naturais, com particular ênfase no risco sísmico.